sábado, 11 de maio de 2013

Posso dizer, sinceramente, que um dos meus maiores medos é que o Lucas "enjoe" de mim.
Eu lutei tanto por ele, persisti quando já deveria ter desistido há tempos, o amei e amo com todas as minhas forças, não suportaria que ele me deixasse. Ele significa tudo pra mim. Não estou exagerando.
Eu sei que eu não sou boa o suficiente, tenho muito no que trabalhar sobre diversos aspectos da minha pessoa. Esse é o fato que me amedronta, o fato de eu ser tão imperfeita, tão defeituosa, tão errada, inconstante... Tenho vergonha de mim mesma, por mais que ele diga que não tem, eu tenho e sempre terei.
Tenho medo de conhecer a família dele, de não ser aprovada por eles, tenho vergonha de ser tão ímpar, de não me encaixar em padrões - principalmente os de beleza. Tenho certeza absoluta que os pais dele têm expectativas sobre mim, e com certeza o que eles esperam que eu seja é algo muito mais a frente do que eu sou, seria um chute no saco para eles a quebra de tais expectativas, como é para qualquer um.
Sim, eu sou insegura demais e preciso da aprovação alheia, mesmo que eu não demonstre isso. Sou a pessoa mais insegura que eu conheço. E essa "aprovação alheia" me afeta de maneira ainda maior quando vem de pessoas com as quais eu me importo.
Parece besteira, mas eu sou assim, me desculpem.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Hoje eu perdi um primo.
Mais do que um primo, quase um irmão.

A dor de perder uma pessoa é a pior que existe, e mesmo quem nunca teve o desprazer de conviver com ela sabe disso.
No meu caso e da minha família, essa dor é potencializada pela raiva, pelo choque da morte de alguém que, apesar do que vinha enfrentando, todos tinham certeza absoluta que superaria quaisquer problemas.

Danilo foi diagnosticado com linfoma no final de 2011. Sim, a doença do Gianechini. Só que ninguém esperava que isso fosse progredir e se tornar um câncer sério de verdade. O que era um nódulo linfático problemático se tornou um tipo incurável de leucemia.
O tratamento foi intenso, de quase dois anos, havendo necessidade de marcar um transplante de medula, que não chegou a ser feito. O tempo foi passando e a vida dele foi passando junto. E passou.

Eu cresci junto com ele, literalmente, pois era pouco menos de um ano mais velho que eu. Sempre forte, indestrutível, inabalável, nos ofereceu todo suporte quando minha mãe faleceu... E agora ele se foi.
Não há como descrever como eu me sinto agora, só consigo pensar na minha tia e nos irmãos dele, meus outros primos.
É difícil aceitar, lógico, todos queremos que isso tudo não se passe de um sonho ruim, apenas. Mas não é, infelizmente.

Não há muito mais o que fazer além de tentar amenizar ao máximo a dor da minha família e a minha também. Agora só restam as saudades e muitas ótimas lembranças.

Eu te amo muito, Dan, você é um herói e estará sempre em nossos corações ❤

(01/06/1995 - 03/05/2013)